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Martín Chambi

Nascido em 05 de novembro de 1891 em uma família de origem inca, de Puno no Peru,  Martín Chambi , morreu em Cuzco em 13 de setembro de 1973; foi um dos primeiros grandes fotógrafos indígenas latino-americanos. Suas fotografias tem um valor documental-histórico-étnico maravilhoso, ele era um fotógrafo de retratos nas cidades e no interior do Peru. Bem como foi o principal fotógrafo de retratos em Cuzco , Chambi fez muitas fotografias de paisagens, que vendeu principalmente sob a forma de cartões postais, onde foi pioneiro no Peru. Em 1979, em Nova York, o MOMA realiza uma retrospectiva da sua obra, que mais tarde viajou para vários lugares e inspirou outras exposições internacionais de seu trabalho. Teve um filme da BBC sobre ele.

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As seis fotos dos Beatles em Abbey Road.

Os Beatles tiveram muitos fotógrafos a registrar vários momentos da banda. Como :

Astrid Kirchherr nasceu em Hamburgo, Alemanha, em 1938. Filha de um executivo da representante alemã da Ford Motor Company. Estudou moda, desenho e fotografia. Se apaixonou por Stuart Sutcliffe, o Stu(Beatle) que morreu jovem. Junto com seu colega Max Scheler foi escolhida para ser a fotógrafa oficial dos Beatles durante “A Hard Day’s Night “, para a revista alemã Stern. Mais tarde, George Harrison pediu-lhe que realizasse a cobertura de seu álbum ‘Wonderwall Music’, em 1969. Depois publicou, em 1995, um livro chamado Liverpool Days, edição limitada, de fotografias em preto e branco. Em 1999, publicou outro livro chamado “Hamburg Days” com fotografias de Kirchherr e desenhos de Klaus Voormann, com fotografias suas dos Beatles.

Robert Freeman, fotógrafo profissional – o preferido dos Beatles – Entre 1963 e 1966, realizou um trabalho notável. Criou, fotografou e produziu, nada mais, nada menos, do que as capas dos álbuns ‘With The Beatles’, ‘A Hard Day’sNight’, ‘Beatles For Sale’, ‘Help!’ e ‘Rubber Soul’. Também foi ele quem criou os cartazes dos filmes “A Hard Day’s Night” e “Help!”. A esposa de Bob Freeman(como era chamado), Sonny Drane (que pousou nua para o calendário Pirelli em 1964), teve um affair de mais de um ano de duração com John Lennon. Os Lennons e os Freemans moravam no mesmo edifício em Londres. 

Richard Avedon (Nova Iorque, 15/05/1923 – San Antonio, 1/09/2004). As imagens dos Beatles em 1967 se tornaram as mais famosas de Avedon e contam com cores absurdamente vivas. Essas fotos foram publicadas na edição de 9 de Janeiro de 1968 na revista Look, logo após o lançamento dos álbuns ‘Sgt. Peppers Lonely Heart’s Club Band’ e ‘Magical Mistery Tour’, e apenas alguns meses antes do lançamento do álbum duplo conhecido como ‘White Album’. Essas fotos representam cada Beatle de forma muito distinta, como que refletindo através da cor a personalidade de cada um.

Bob Whitaker- também foi autor da polêmica capa do álbum  ‘The Beatles Yesterday and Today’, que mostra os integrantes vestidos com roupas de açougueiro em torno de bonecas desmembradas e sujas de sangue. A princípio, essa sessão era apenas para captar imagens dos músicos para promover o single Rain/Paperback Writer. A imagem causou tanta polêmica que obrigou o grupo a tirar os discos do mercado e a substituir a capa por outra menos controversa.

– Angus McBeanNos anos 50 e 60, a carreira de McBean tomou uma nova direção quando ele começou a tirar fotografias coloridas para capas de LP. McBean foi responsável pela capa do álbum dos Beatles, ‘Please, Please Me. Mais tarde apareceu no LP retrospectiva, ‘The Beatles‘( 1967-1970). Evidência de suas técnicas fotográficas inovadoras e surrealistas como temas podem ser encontrados em muitos cartões de Natal, que ele criou. Para essas imagens, ele construiu conjuntos elaborados, juntamente com adereços detalhados e miniaturas, muitas vezes levando semanas para produzir o efeito desejado.

Jürgen Vollmer, junto com Astrid Kirchherr e Klaus Voorman eram os cabeças do movimento “Existencialista” que surgia em Hamburgo no tempo que os Beatles passaram lá, no início dos anos 60. Os “Exy’s”, como John Lennon os apelidara. Vollmer era filho de um official do exército alemão que morreu na 2ª guerra. Trabalhava como modelo de moda quando conheceu os Beatles, que na época contavam com o baterista Pete Best e Stu Sutcliffe. Vollmer tornou-se um dos primeiros fotógrafos a fazer ensaios com os Beatles e John Lennon ficava impressionado com a forma que ele clicava a banda. Quando foi morar em Paris, John e Paul foram visitá-lo e foi ele quem cortou seus cabelos à moda dos Exy’s. Uma das fotos de Vollmer preferidas de John era a dele em pé, parado, observando o ir e vir das pessoas. John Lennon usou essa foto na capa do seu álbum ‘Rock And Roll’, de 1975.

IAN McMILLAN A fotografia mais conhecida dos Beatles foi tirada por ele. Capa do álbum ‘Abbey Road’, foi tirada do lado de fora dos estúdios, Abbey Road, em 8 de agosto de 1969. A sessão de fotos durou dez minutos. A idéia da foto foi toda de Paul McCartney. A novidade é que foram feitas seis fotos. McCartney escolheu a que achou melhor. Ian, Era amigo de Yoko Ono que o apresentou a John Lennon, que mostrou seu trabalho para o resto do grupo. Depois desse trabalho para os Beatles, Macmillan ainda se encontrou com o casal Ono/Lennon nos anos 70. Depois, ainda fez a capa do ‘PAUL IS LIVE’.

*Existiram outros fotógrafos dos Beatles.

As 6 fotos de Abbey Road:

 

 

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Fotografia de moda ou arte? Ver Guy Bourdin…

A arte da fotografia de moda segue todas as mutações da sociedade espreitando as perturbações das épocas que cada vez mais, são mais numerosas e imprevisíveis. Assim, a fotografia se revela na sua própria gênese para se reinventar sem cessar. A foto de moda é uma revolução estética permanente que integra a fotografia no campo da arte. E, através do século XX, artistas como Man Ray e outros fotógrafos renomados como por exemplo, George Platt, Diana Airbus, Erwin Blumenfeld, Constantin Joffé, William Klein, Peter Lindenberg e Guy Bourdin acrescentaram um toque artístico nas páginas de revistas de moda com sonho e elegância. O fotógrafo francês Guy Bourdin   viveu até 1991, foi precursor da fotografia de moda trabalhando por mais de 30 anos na Vogue Paris e inspirou outros artistas como o fotógrafo Dave La Chapelle e o cineasta David Lynch. Hoje, as galerias de arte internacionais tem muita procura de fashion photos que guardam em seus acervos, cujas fotos os artistas realizaram paralelamente ao trabalho de pintura e fotografia para sustentar a sua arte, como ilustradores da fotografia de moda. Bourdin foi o primeiro fotógrafo a criar uma narrativa complexa, em seguida, arrebatar um momento – sensual, provocante, chocante, exótico, surreal, às vezes sinistro  e associá-lo simplesmente com um item de moda. Em Paris, virou pupilo de Man Ray e logo foi escalado pela Vogue francesa para trabalhar as páginas da revista com seu imaginário pra lá de erótico.  As páginas eram sempre duplas, com muita sexualidade e certa dose de violência, mas sempre fugindo do óbvio nas cenas cotidianas. Como desenhista, tinha total liberdade para criar. Pensava exatamente no peso de cada elemento e fazia inúmeros rascunhos antes de fotografar. Madonna se rendeu a sua linguagem e foi processada por seu filho e herdeiro Samuel por copiar fotos/enquadramentos do pai em seu clipe “Hollywood”(2004). Guy Bourdin também foi um dos nomes chave dos movimento Dada e Surrealista, na década de 50.   Antes de se dedicar a moda fez várias exposições de desenhos, pinturas e fotografias Com influência desde Man Ray até os pintores  Margrite e Balthus, além do cineasta Louis BuñelEste diferencial na sua formação fez de sua fotografia de moda uma arte tão complexa, com poses pouco usuais, aliado a uma visão crítica do glamour e do erotismo. A singularidade do trabalho está na composição, cores, jogo de real e irreal, mistério e surrealismo: “Enquanto todos os anúncios são iguais, ele explora o olhar através de uma fechadura”, diz Shelly Verthime, especialista no artista – e uma das autoras do livro “A Message For You” . O curioso é que queria que seu trabalho fosse destruído depois de sua morte. Sua vida foi bem conturbada, conviveu com o suicídio de sua mulher e de outras duas namoradas. Recusou várias ofertas de publicação de seus trabalhos, tanto que o primeiro livro Exhibit A, foi organizado por seu filho Samuel, 10 anos após sua morte. O fotógrafo e ilustrador francês nasceu em 1928, em Paris, e foi abandonado pela mãe um ano depois. Viveu no Senegal, recrutado pelo exército francês, onde começou a ter aulas de fotografia.

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” Todas as fotografias são auto-retratos.”

Minor White nasceu em Minneapolis, EUA em 9 de julho de 1908. Morreu em 24 de junho de 1976, em Boston.  O seu interesse pela fotografia começou quando ainda era jovem. White iniciou na fotografia por seu avô. Em 1933 concluiu um bacharelado em Botânica, na Universidade de Minnesota. Enquanto trabalhou num hotel em Portland, entrou no Oregon Camera Club, começando também a trabalhar como assistente de fotografia num estúdio durante o seu tempo livre. Mais tarde viria a trabalhar como fotógrafo criativo para a Work´s Progress Administration. Entre 1940-1441, foi diretor e professor de fotografia e participou na exposição “Image of Freedom“, no Centro de Arte Moderna de Nova Iorque. A sua primeira exposição individual realizou-se um ano mais tarde no Museu de Arte de Portland. De 1942 a 1945 esteve nos serviços de informação do exército dos Estados Unidos e como não podia fotografar regularmente, dedicou a maior parte do tempo à escrita de um livro sobre fotografia. Em 1946, lecionou na Faculdade de Fotografia da Universidade da Califórnia, onde Ansel Adams também dava aulas na área e com quem desenvolveu laços estreitos. Por esta altura, começou a fazer experiências de exibição de sequências fotográficas em paredes grandes. Juntamente com Ansel Adams, Dorothea Lange, Barbara Morgan, entre outros, fundou a Aperture, uma revista publicada trimestralmente, da qual foi editor em 1952. Entretanto foi responsável por várias exposições, lecionou Fotografia no Instituto de Tecnologia de Rochester, foi editor da Image Magazine e foi um dos membros fundadores da Sociedade da Educação Fotográfica. Com Ansel Adams desenvolveu a zone system (“sistema de zonas”), um sistema que permite ao fotógrafo ter um controle absoluto sobre a aparência da imagem. Em 1976 tornou-se consultor e editor da revista Parabola. Minor White propõe que a mente do fotógrafo permaneça em branco para que este esteja sensibilizado para o “ver” e “encontrar”. Como no livro “Zen in the Art of Archery” (Zen na Arte do Arqueiro) de Herrigel  – que serviu de guia para White e outros fotógrafos como Cartier-Bresson – onde o arqueiro deve alcançar o branco mental para acertar o alvo. O fotógrafo deve apagar-se totalmente para não deixar mais do que a presença das coisas. Ao mesmo tempo seu espírito irá se confundir com essa presença, coincidir com ela, e as coisas se converterão em espírito por uma “efusão verdadeiramente mística”. Era um modernista e influenciou outros fotógrafos com seus pensamentos e técnicas.

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Lartigue…

Em 13 de junho de 1894, em Courbevoie na França, nascia um dos fundadores da fotografia moderna , Jacques Henri Lartigue. Desde 1902, quando tinha oito anos de idade, até sua morte em 1986, Jacques Henri Lartigue manteve uma prolífica produção fotográfica, retratando o cotidiano francês em momentos variados que começam nas últimas décadas da Belle Époque e passam pelas transformações vividas na Europa ao longo do século 20. Mas só teve notoriedade como fotógrafo somente a partir dos anos 1950. Dedicava também seus dias à escrita e à pintura. Obteve certa notoriedade como pintor nos anos 1920-1930, mas somente após a exposição consagrada a ele no Museu de Arte Moderna de Nova York, em 1963, o reconhecimento se difundiria pelo mundo inteiro. 1979, Jacques Henri Lartigue doou ao Estado francês toda a sua obra fotográfica. Não desejando que seu trabalho viesse a integrar a coleção de um museu, mas que seguisse vivo e explorado, Lartigue conseguiu que fosse criada uma associação de amigos sob a tutela do Estado.  É assim que a Association des Amis de Jacques Henri Lartigue, dita Donation Jacques Henri Lartigue, conserva, administra e divulga a obra do fotógrafo no mundo inteiro, por meio de exposições, publicações, filmes e livros, além da venda de tiragens para colecionadores. A Donation Lartigue é composta por: 135 álbuns em formato 52 x 36 cm, preenchidos com tiragens originais diagramadas e legendadas por Lartigue, a partir de imagens feitas ou colecionadas por ele (os álbuns seguem uma ordem cronológica: começam em 1880 – com as fotografias de família – e terminam em 1986), com sua morte em Nice na França.

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Ademar Manarini, um dos melhores fotógrafos brasileiros.

Ademar Manarini (Campinas, SP, 1920 – São Paulo, SP, 1989). Fotógrafo, industrial e empreendedor. Ganha, no final dos anos 40,  um concurso de fotografia promovido pela Cia. Melhoramentos. Dedica-se à fotografia, como autodidata, em 1950. No mesmo ano, ingressa no Foto Cine Clube Bandeirante, onde participa do movimento denominado Escola Paulista. Funda as empresas Equipesca e Equilab, respectivamente em 1960 e 1970; esta última dedicada ao estudo e cultivo de orquídeas, uns dos temas recorrentes do seu trabalho. Expõe em 1952 no Salão Ruptura, no Museu de Arte Moderna( MAM/SP) quando passa a integrar grupo de artistas liderados por Waldemar Cordeiro. Participa da 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP, 1953 e, em 1954 realiza, no mesmo local, sua primeira exposição individual. Em 1985, o Museu da Imagem e do Som( MIS/SP) organiza a retrospectiva Manarini: 35 anos de Fotografia. Recebe o prêmio “Homenagem a Alejandro C. del Conte”, na Argentina, em 1953, e o título de sócio honorário do Foto Cine Bandeirante, em São Paulo, 1989.  O livro em sua homenagem, “Ademar Manarini: fotografia”, organizado por Freddy Van Camp, é publicado no Rio de Janeiro em 1992. Manarini era um dos poucos modernistas que retratavam pessoas em suas fotos; se aproxima mais do modernismo mexicano, que era mais sociopolítico. Foi considerado um dos 90 melhores fotógrafos brasileiros de todos os tempos.

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Mês de maio celebra a dona do blog com mulheres na fotografia.

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Dia 13 de maio, aniversário da autora deste blog, momento oportuno para homenagear a todas fotógrafas do mundo contando um pouco essa história…

A esposa de Fox Talbot, Constance, ajudou-o a desenvolver papéis sensíveis a luz e também no desenvolvimento das imagens dele(Fox). Em 1839, ela ajudou a descobrir como adicionar iodo ao processo de Talbot para aumentar a sensibilidade à luz do papel.
A primeira mulher no mundo a trabalhar profissionalmente com fotografia, foi a parisiense Antonieta DeCorrevont, que abriu um estúdio de retrato em Munique, em 1843. Segundo pesquisa feita pela galerista Laura Jones, existia 1.750 estúdios de Daguerreotipia na Inglaterra entre os anos de 1841 e 1855. Dentre eles, apenas 22 foram operados por mulheres. Vale citar ainda que a primeira fotografia de paisagem realizada com um Daguerreótipo, foi feita por uma mulher, Ann Cook.
Em 1929, Margaret BourkeWhite tornou-se a primeira repórter fotográfica da revista Fortune e no ano seguinte, a primeira ocidental a fotografar em território soviético. Bourke-White foi também a primeira mulher a trabalhar em áreas de conflito militar, durante a Segunda Guerra Mundial. Dentre alguns de seus retratos, estão Joseph Stalin e Mahatma Gandhi. 
Em 1951, existia na Grã-Bretanha, de acordo com o Censo, apenas uma mulher fotógrafa, Wigley Miss, que mantinha um estúdio em Londres. Durante os 10 anos que se seguiram, a fotografia começou a atrair um número crescente de praticantes do sexo feminino – o Censo de 1961 registrou 204 mulheres, o que representava cerca de 8 por cento de toda a profissão no país.
Em 1951 a fotógrafa americana Eve Arnold, tornou-se a primeira mulher a entrar para a Agência Magnum, fundada por Robert Capa. Entre 1947 e 1948, Eve foi aluna de Alexei Brodovitch na New School for Social Research em Nova York e desde então fez vários trabalhos pelo mundo. Registrou os treinadores de cavalos na Mongólia, trabalhadores de fábricas na China e haréns em Dubai, tornando-se membro definitivo da agência em 1957Eve faleceu no início do ano de 2012, aos 99 anos de idade.
No Brasil, as esposas e filhas de fotógrafos, já realizavam serviços de laboratório, acabamento e fotopintura desde o início do século XX. Gioconda Rizzo foi a primeira mulher a ter a autoria de seus trabalhos reconhecida. Filha do fotógrafo italiano Michelle Rizzo, aos 17 anos montou seu estúdio próprio, o Photo Femina.
Embora as mulheres fossem inferiorizadas pelo Código Civil Brasileiro de 1916, outras mulheres também destacaram-se na fotografia brasileira e hoje em dia elas são presentes nos cursos de igual para com os homens ou até mesmo em maior número. As grandes fotógrafas que surgiram de lá pra cá não deixam dúvida de suas capacidades técnicas e criativas nessa área.
fonte: blog Resumo Fotográfico.

 

 

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Cláudia Regina

“Não me agrada o lado para onde são levados ensaios sensuais. Me parece simplório colocar mulheres em padrões sexistas de sensualidade, como se [somente] lingerie, cinta-liga e saltos altos fossem [somente] femininos. Um ensaio feminino pode celebrar a própria mulher: sua vida, suas conquistas, suas escolhas, seu jeito de ver o mundo. Não suas meias. Sempre amei fotografar mulheres. Que me perdoem os homens, mas em um mundo onde nós mulheres ainda lutamos pelo nosso lugar ao sol, esta é a forma que encontrei para fazer arte. Mas o que faço não se chama “ensaio sensual” e sim “ensaio mulher”. Para mulheres incríveis, que estão no processo de se adorar e se bastar. Que não precisam da permissão de outras pessoas para se amarem. Que querem um testemunho, não uma prova. Aprendi a amar o meu próprio corpo, suas formas e suas cicatrizes. Hoje, enfim, ele me representa. Admirando meu corpo, descobri que posso também admirar outros. Descobri que, em vez de julgar, posso celebrar. Assim, ao fotografar mulheres, eu não busco enquadrá-las em nenhum padrão de beleza, de sensualidade, de fotogenia. Nada é obrigatório, tudo é permitido. O ensaio mulher é fluido. Como somos todas nós. Faço fotos cruas e simples, sem produção de revista e sem truque de photoshop. Quero captar uma essência de mulher. E quero que ela se reconheça com alegria nessa imagem. Sem tabus.”

Essa fala é de Regina, como ela mesma diz: Largadora por vocação. Largou carreira, largou faculdade, largou Curitiba. Hoje mora no Rio mas quica pelo mundo, fotografando, tomando sopa e cochilando. Autora do blog Dicas de Fotografia,fotógrafa e viajante.

 

 

 

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Charles Clyde Ebbets

"Almoço no Topo do Arranha-Céu", fotografia ícone do século XX (Foto: Reprodução/Cobris) (Foto: "Almoço no Topo do Arranha-Céu", fotografia ícone do século XX (Foto: Reprodução/Cobris))

O caçador, pescador, ator, piloto, jornalista, lutador e grande fotógrafo cuja câmera levou alguns dos mais famosos instantâneos da história, como nessa foto de 11 trabalhadores no Rockefeller Center, essa foto foi chamada de “Lunch atop skycraper”, pensava-se tratar de montagem, mas em 1996, a exatos 20 anos, foram analisados os negativos e descobriu-se que era uma foto real. Charles Ebbets nasceu em Gagdsen, uma pequena cidade do Alabama, em 1905. Sua paixão pela fotografia começou ainda criança, com apenas 8 anos, sua mãe comprou-lhe a primeira câmera em uma loja. Aos quinze anos começou a trabalhar com seu pai em um jornal local. Alma inquieta e aventureira viajou para o Sul da Flórida, onde ele fez uma incursão no mundo do cinema, trabalhando tanto na frente como atrás das câmeras. Ele estrelou uma série de filmes. Quando deixou o cinema passou a trabalhar como fotógrafo freelancer para o Miami Daily News , além de lutar boxeEm 1927, ele foi uma das três pessoas escolhidas pelo Essex Motor Company para o Tamiami Trail, uma viagem complicada de carro que saía de Miami a Tampa, em virtude de seu amplo conhecimento da região e vida selvagem, além da sua habilidade com a câmera fotográfica. No início dos anos 30, era comum ver as suas fotografias publicadas nos principais jornais do país e em 1932, foi contratado como diretor de fotografia para cobrir a construção do Rockefeller Center, em Manhattan, onde ele iria tirar sua mais famosa foto, “almoço no topo de uma Skycraper”. Mais tarde, ele voltou para a Flórida, seu lugar favorito e onde ele passou a maior parte de sua vida. Viajou por todo o estado e se tornou o fotógrafo oficial do Parque Nacional de Everglades, onde ele realizou uma extensa obra sobre natureza e antropologia, sendo o primeiro homem branco a ver as cerimônias e festas dos índios seminoles. Em 1935 ele fundou a Associação de Imprensa do  Fotógrafo de Miami. Explorando os Everglades( parque )sofreu um acidente que provocou uma lesão nas costas. Quando a II Guerra Mundial começou, ele estava na linha de frente servindo para os serviços especiais da força aérea. Ele também viajou para a América do Sul, onde supervisionou a formação de pilotos americanos e bases no Brasil. Após a guerra, ele voltou à sua vida agradável em Miami, como fotógrafo oficial da cidade e onde iria expandir a sua enorme coleção de animais selvagens nos EvergladesSuas fotografias apareceram no Miami Daily News, The New York Times, National Geographic,  Field & Stream, Popular Boating, Câmara dos EUA, Outdoor Life, a revista Look, Macworld, entre outros …Em 1978, aos setenta e dois anos, um câncer terminou sua vida, mas não seu enorme trabalho que irá perdurar como uma lembrança para todos os apaixonados pela fotografia. 

Nesta foto: Charles Ebbets.Charles Ebbets

Fotografias suas.